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Campinas
Modernidade
e tradição
Principal motor econômico e cultural da região, Campinas
é uma cidade que impressiona pelo seus indicadores de qualidade
de vida e de potencial de crescimento. Mas apesar de sua modernidade,
Campinas ainda é uma cidade que guarda traços de uma
história rica, construída, principalmente, pelo peso
da economia do café no século 19 e início do
século 20.
Um dos símbolos da riqueza cultural da cidade é a
sua Catedral, que abriga uma das principais peças barrocas
da América Latina, o belíssimo altar de cedro, o maior
do gênero no continente.
Esta obra é um prodígio arquitetônico concebido
pelo gênio mestiço do baiano Vitoriano dos Anjos, que
mesclou flores tropicais com temas católicos e afro-brasileiros.
Este altar é um espelho, portanto, das múltiplas influências
culturais e raciais que ajudaram a construir a riqueza de Campinas
e do Brasil. Este e outros monumentos históricos são
pedras de toque do projeto de revitalização do centro
histórico de Campinas.
Ao lado da tradição cultural, grande parte da pujança
de Campinas pode ser explicada pela sua tradição na
área educacional, iniciada por instituições
como o Colégio Culto à Ciência, onde estudou
Alberto Santos Dumont. Neste início de século, a cidade
exibe uma rede de 338 escolas de 1o e 2o graus, cinco escolas técnicas
e duas escolas internacionais, uma alemã e uma americana,
além de suas três tradicionais universidades.
A rede de atendimento à saúde de Campinas também
alcança projeção nacional e internacional.
O Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hospital e Maternidade
Celso Pierro, da PUC-Campinas, recebem diariamente milhares de pessoas
de toda a região e de várias partes do Brasil. Entre
outras instituições de destaque no setor está
o Centro Domingos Boldrini, referência mundial no tratamento
de câncer infantil e outras doenças do sangue.
Perfil
atual
De acordo com Wilson Cano, do Cede-Unicamp, não é
simples traçar a estrutura econômica da cidade hoje
por ausência de censo. O último censo urbano da cidade
foi feito em 1985. O município de Campinas é hoje
eminentemente urbano. Há duas ou três fazendas em processo
de extinção e loteamento. Existem poucos estabelecimentos
de porte pequeno ou médio, mas a agricultura é de
pequena expressão. Na região, a agricultura pode ser
considerada de grande expressão, mas a cidade é industrial.
Em sua maioria, as indústrias são de grande complexidade
tecnológica: metalurgia, transportes, mecânica, informática
e micro-eletrônica. A maior parte dos empregos é encontrada
nessas áreas. O setor comercial e de serviços é
muito desenvolvido. Não é mais necessário recorrer
a São Paulo para encontrar lojas sofisticadas, médicos
e advogados de altíssimo nível. Houve uma diversificação
muito grande do setor nos últimos anos. Maior parte das demandas
por serviços pode ser satisfatoriamente cobertas por Campinas.
Perfil
econômico
Indústria
Campinas é a principal cidade de uma Região Administrativa
(RA) que tem outros 21 municípios. Com 1 milhão
de habitantes, a cidade é o segundo centro econômico,
industrial, científico e tecnológico do Estado de
São Paulo, atrás da Capital.
A indústria é a principal atividade econômica
da cidade, representando 43% dos recursos movimentados pela economia
no município. Em números absolutos, esses recursos
representam cerca de R$ 360 milhões por mês, ou cerca
de R$ 4,3 bilhões por ano, segundo dados da Associação
Comercial e Industrial de Campinas (Acic).
Campinas tem 4.725 empresas. Desse total, 1.450 (30,7%) são
do setor da construção civil, 680 (15,9%) são
de vestuário e 350 (7,4%) são de metalurgia. Na região
estão instaladas 12.575, assim distribuídas: 163 de
grande porte, 4.640 de médio porte, 3.873 de pequeno porte
e 3.899 microempresas, segundo a Acic.
Região
Com cerca de 4 milhões de habitantes, a região de
Campinas responde por 9% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.
Municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas,
Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia,
Indaiatuba (25 km.), Itapira, Jaguariúna, Mogi-Guaçú,
Mogi-Mirim, Monte Mór, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira,
Santa Bárbara D'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré,
Valinhos, e Vinhedo.
www.acicnet.org.br
CIESP
A região de Campinas tem 413 empresas associadas à
Ciesp-Campinas, distribuídas por 19 municípios, cujo
faturamento conjunto atinge a cifra de R$ 10,68 bilhões.
Essas empresas empregam 73.398 funcionários. Vinte e oito
delas são multinacionais. As restantes 385 são brasileiras.
Pólo
de Tecnologia
A Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia
de Campinas (Ciatec) é uma empresa (sociedade anônima)
municipal, para planejamento e execução da política
de ciência e tecnologia no Pólo da Alta Tecnologia.
O Pólo de Alta Tecnologia de Campinas está instalado
em duas áreas: Parque I, localizado próximo à
Rodovia Dom Pedro I, e o Parque II, entre a Unicamp, PUC-Campinas
e Rodovia Campinas-Mogi.
http://www.ciatec.org.br
COMÉRCIO
Dados de 1998 da Associação Comercial e Industrial
de Campinas (Acic) revelam que a região de Campinas apresenta
37.450 estabelecimentos - 33.230 de comércio varejistas e
4.225 de comércio atacadista.
Em Campinas estão 16.044 estabelecimentos - 13.819 de comércio
varejista e 2.225 de comércio atacadista.
O setor comercial representa 28% da geração de recursos
financeiros do município. O comércio varejista contribui
com 11,0% e o comércio atacadista com 17%, que correspondem
a R$ 93 milhões e R$ 142 milhões, respectivamente,
totalizando para o setor comercial um faturamento de R$ 235 milhões
por mês e cerca de R$ 2,8 bilhões por ano.
SERVIÇOS
A região de Campinas tem, segundo dados de 1998, 33,5 mil
estabelecimentos no ramo de serviços. Quase metade desses
estabelecimentos (15.410) estão concentrados no município
de Campinas, nos segmentos de alimentação, comércio,
comunicação, financeiras, transportes, manutenção
e conservação.
O setor representa cerca de 29,0% dos recursos financeiros gerados
dentro da atividade econômica de Campinas. Em valores absolutos,
esses recursos representam cerca de R$ 240 milhões por mês
e cerca de R$ 2,9 bilhões por ano.
ORÇAMENTO
A região fiscal de Campinas representa cerca de 3,0% da arrecadação
de tributos federais. Em 1998, a Receita Federal arrecadou R$ 2,9
bilhões de impostos federais na região. Do total arrecadado
na região, Campinas corresponde a 34%.
Na arrecadação de tributos estaduais, a participação
de Campinas representa 38,3% do total de toda região. No
município, a soma dos impostos estaduais chega a R$ 996 milhões,
segundo dados de 1998 da Receita Estadual 1998.
A Receita Orçamentária do Município de Campinas
chegou a R$ 643 milhões em 1998, segundo dados da Secretaria
de Finanças da Prefeitura Municipal de Campinas. No ano,
total geral da Receita do município foi de R$ 972 milhões,
resultado da soma da Receita Orçamentária e da Receita
Extraordinária, de R$ 329 milhões em 1998.
UNIVERSIDADES
UNICAMP
A Unicamp
(Universidade Estadual de Campinas) concentra 15% da
produção científica brasileira e 10% da pós-graduação
nacional. Criada em 1965, a universidade oferece 57 cursos de graduação
em várias áreas, nos períodos matutino, vespertino
e noturno, e cursos de pós-graduação em 223
áreas de concentração.
O Campus Zeferino Vaz, que leva o nome do fundador, ocupa área
de dois milhões de metros quadrados no distrito de Barão
Geraldo. Segundo dados de 1999, a Unicamp conta com 10.427 alunos
de graduação e 9.998 alunos de pós-graduação,
vindos de vários estados brasileiros. O corpo docente reúne
cerca de 2 mil professores.
A universidade mantém serviços como bibliotecas, centro
de documentação e programas de treinamento, abertos
à comunidade.
Saúde
Na área da saúde, a Unicamp oferece atendimentos,
programas, projetos e pesquisa. O Hospital de Clínicas é
referência nacional em diversos segmentos da área de
saúde. Subordinado à Reitoria, o HC está associado
à Faculdade de Ciências Médicas para fins de
ensino, pesquisa e prestação de serviços à
comunidade. O Serviço de Transplante de Medula Óssea
(TMO) é um dos centros mantidos pelo hospital.
O Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro), criado em 1985,
fornece sangue para Campinas e cidades da região, além
de pesquisa e treinamento de recursos humanos na área.
O Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde
da Mulher) atua nas áreas de Obstetrícia, Ginecologia,
Oncologia e Neonatologia.
O Gastrocentro (Centro de Diagnóstico de Doenças do
Aparelho Digestivo) oferece assistência e pesquisa em gastroenterologia
e serviços à comunidade.
A Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) mantém clínicas
de atendimento para tratamento odontológico.
http://www.unicamp.br
Telefone (019) 3289-1150
PUC-Campinas
A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
foi fundada em 1941, com a criação da primeira unidade
da universidade, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
A faculdade foi instalada no antigo casarão na esquina da
Rua Marechal Deodoro, no Centro, onde hoje funciona o Prédio
Central da PUC-Campinas.
A universidade tem, segundo dados de 1999, 18,8 mil alunos em 38
cursos de graduação, 1,1 mil em 32 cursos de Mestrado,
Doutorado, Especialização e Aperfeiçoamento,
1,3 mil professores e 1,1 mil funcionários. Em quase 60 anos
de atividades, a PUC-Campinas já formou mais de cem mil alunos.
O título de Pontifícia foi concedido pelo Papa Paulo
VI em 1972.
Além do Prédio Central, onde funcionam os institutos
de Filosofia e de Psicologia, e as faculdades de Biblioteconomia,
Direito, Educação e Odontologia, a universidade mantém
outros quatro campi. No Campus 1, instalado na Rodovia Dom Pedro
I, funcionam a Reitoria, os institutos de Artes, Comunicação
e Turismo, de Ciências Exatas, de Ciências Humanas,
de Teologia e Ciências Religiosas e de Informática,
as faculdades de Arquitetura e Urbanismo, de Ciências Econômicas,
Contábeis e Administrativas, de Educação Física
e de Serviço Social, além do curso de Mestrado em
Informática.
No Campus 2, na Avenida John Boyd Dunlop, estão o Instituto
de Ciências Biológicas e Química e as faculdades
de Ciências Médicas e de Enfermagem. Também
no Campus 2 funciona o Hospital Celso Pierro, ligado à PUC-Campinas.
No Prédio do Seminário, no Swift, estão a Faculdade
de Ciências Tecnológicas e os cursos de mestrado em
Biblioteconomia, em Educação, em Filosofia e em Psicologia.
O Prédio de Letras, na Rua Barreto Leme, no Centro, abriga
o Instituto de Letras.
http://www.puc-campinas.br
Campus I: telefone (019) 3756-7000
Campus II: telefone (019) 729-8600
Campus Central: telefone (019) 3735-5900
ESAMC/ESPM
A Esamc (Escola de Administração, Marketing e Comunicação)
foi instalada em Campinas em 1999. A escola mantém um acordo
de cooperação acadêmica com a ESPM - Escola
Superior de Propaganda e Marketing, para utilização
dos Programas, Coordenação Acadêmica e Academia
de Professores da ESPM São Paulo.
No prédio da Esamc, à Rua José Paulino, 1359,
Centro, em Campinas, estudam 240 alunos nos cursos de Comunicação
Social, Administração com Ênfase em Marketing,
Administração com Ênfase em Finanças,
nos períodos matutino, vespertino e noturno.
http://www.esamc.br
UNIP
Campus I: Rua Pedro Domingos Vitale, 644, telefone (0**19) 3272-9444
Campus II: Avenida Comendador Enzo Ferrari, 280, telefone (0**19)
3776-4000
Campus III: Rua Cap. Francisco de Paula, 333, telefone (0**19) 3251-6922
http://unip-objetivo.br
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