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Essa
semana estaremos abordando um assunto muito importante: qual a melhor
maneira de adquirir sua casa própria, afinal todo mundo quer
ser dono do seu próprio teto.
Financeiramente
falando, à vista é o melhor negócio. Com o
dinheiro na mão você consegue no mínimo 10%
de desconto e dependendo da situação financeira e
o desespero de quem está vendendo o imóvel, você
poderá conseguir um grande desconto, ou seja, fazer um ótimo
negócio. Se estivermos falando em um imóvel de R$60
mil o desconto poderá ser de no mínimo R$6 mil.
Outra
opção seria você morar provisoriamente de aluguel,
fazendo investimentos em paralelo para poder comprar o imóvel
à vista mais à frente, para isso e necessário
ter um PFF (Planejamento Financeiro Familiar) bem equilibrado e
ser rigoroso com os gastos extras. Se você poupar todo mês
R$300, com juros de 1% ao mês, você levará uns
9 a 10 anos para adquirir seu imóvel à vista.
Se
você não quer mais pagar aluguel e também não
tem dinheiro para pagamento à vista, a saída é
o financiamento imobiliário. Para adquirir prestações
de longo prazo é essencial que você tenha um PFF bem
ajustado e com todas as parcelas lançadas, não poderá
cometer deslizes financeiros, ou seja, gastar somente o necessário
e não contrair mais dívida. Supondo um imóvel
de R$60.000, entrada de R$10.000, (1%a.m) e 10 anos para pagar,
sua prestação será de R$720, mensais, você
estará pagando R$36.400 de juros.
Caso
você opte pelo financiamento imobiliário fique atento,
novas regras entraram em vigor essa semana. Abaixo segue um trecho
do texto. Mais informações no site www.caixa.gov.br.
A
partir da próxima segunda-feira (2 de maio), as agências
da Caixa Econômica Federal em todo o país estarão
aplicando novas condições nas linhas de financiamento
imobiliário com recursos do FGTS para a compra da casa própria.
A regulamentação das novas regras, autorizadas pelo
Conselho Curador do FGTS e anunciadas ontem pelo Ministério
das Cidades, traz como principal novidade um subsídio especial,
a fundo perdido, para aumentar a capacidade de compra de famílias
com renda de até R$ 1.500, ampliando o acesso de novas famílias
ao crédito habitacional e possibilitando a aquisição
de um imóvel de melhor qualidade.
Além
disso, as novas regras também ampliaram o acesso ao crédito
com mudanças no limite de renda familiar aceito nos financiamentos.
Aquisição de imóvel novo e na planta passa
a ser permitida para famílias com renda de até R$
4.900,00 - antes era de R$ 4.500. O limite de renda no caso de financiamento
de imóvel usado passa de R$ 2.400, para R$ 3.000; para compra
de material de construção, a renda máxima passa
dos atuais R$ 1.200, para R$ 1.500.
A
CAIXA tem disponível para 2005 cerca de R$ 10,5 bilhões
para Habitação. Somente do FGTS são R$ 7,7
bilhões (50% mais que em 2004) para a concessão de
financiamentos, dos quais R$ 1,2 bilhão serão destinados
sob a forma de subsídio (o dobro do ano passado). Ao montante
disponível do FGTS ainda se pode contar este ano com mais
R$ 1,3 bilhão do PAR - Programa de Arrendamento Residencial,
cuja fonte de recursos é composta de dinheiro do Fundo de
Garantia.
Para incentivar a produção de novas unidades e a geração
de emprego e renda, o subsídio será liberado preferencialmente
para financiamento sob forma coletiva em projetos realizados com
parceria de prefeituras, estados, cooperativas ou entidade associativas,
onde o custo é mais baixo para o tomador.
Estima-se que o montante de R$ 1,2 bilhão possa beneficiar
até 150 mil famílias com renda de até R$ 1.500,
faixa onde se concentra 92% do déficit habitacional brasileiro.
O subsídio será calculado conforme a renda familiar
e a localização do imóvel. Regiões metropolitanas
e capitais terão subsídio maior, podendo chegar no
máximo a R$ 14 mil. Agora
cabe a você e sua família analisar qual o raciocínio
que mais se encaixa com sua real situação financeira
e partir para a realização do seu sonho.
Envie sua sugestão, pergunta ou crítica para alexaca@terra.com.br
Alexandra
Cristina de Almeida Contieri consultora financeira e contabilista
formada em Administração de Empresas, cursando MBA
(Gestão Financeira) e colunista do jornal da cidade de Indaiatuba. |